África Subsaariana | Economia

Zimbabwe: Empresas exigem pagamento em dólares após a inflação atingir nova alta

A moeda do Zimbabwe caiu novamente no mercado negro na quinta-feira levando as empresas locais a exigir o pagamento em dólares como uma proteção contra a inflação, que atingiu o valor mais alto de uma década.

O dólar RTGS caiu 60% em relação ao dólar americano desde a sua introdução em fevereiro, e as exigências dos trabalhadores do setor público por um segundo aumento salarial neste ano podem prejudicar a iniciativa do governo de convencer os credores da sua disciplina fiscal.

Recorde-se que o presidente Emmerson Mnangagwa ganhou uma disputada eleição no ano passado com a promessa de recuperar a economia destruída por décadas de má administração pelo seu antecessor, Robert Mugabe. No entanto, um ano depois, a vida quotidiana é mais difícil. Os zimbabweanos comuns enfrentam uma grave escassez de dólares, combustível, remédios, pão e cortes diários de energia que chegam a durar 10 horas.

O dólar RTGS, introduzido pelo governo em 22 de fevereiro como o primeiro passo para uma nova moeda até o final do ano, foi negociado a 10,5 para o dólar na quinta-feira, 14,3% menos do que na semana anterior.

Na taxa interbancária oficial, a moeda RTGS estava indexada em 6,2 em comparação com 5,9 na semana anterior.

O Zimbabwe adotou formalmente o dólar americano como sua moeda oficial em janeiro de 2009, quando a maioria dos zimbabweano já tinha abandonado o dólar nacional, destruído pela hiperinflação.

Uma década depois, os analistas vêem a mesma situação a repetir-se.

Mais de 80% dos zimbabweanos ganham dólares RTGS, mas a maioria dos bens de consumo estão agora indexados em dólares americanos.Isso fez com que a inflação atingisse 97,86% em maio, o seu nível mais alto numa década, corroendo salários e poupanças e fazendo com que os zimbabweanos receassem um regresso à hiperinflação de 2008, quando a taxa chegou a 500 mil milhões.

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