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Zimbabwe: Enfermeiros ameaçam com greve em plena crise de Covid-19

A luta do Zimbabwe contra o COVID-19 continua a atingir aspetos problemáticos com os enfermeiros que fazem parte dos profissionais da linha de frente na luta contra o coronavírus a ameaçar uma paralisação devido à falha do governo em fornecer equipamento de proteção pessoal (EPI).

Os enfermeiros de Harare e Gweru anunciaram uma paralisação por falta de roupas de proteção, essencial para a segurança ao atender pacientes infetados pelo novo vírus, que matou vários profissionais de saúde nas economias mais desenvolvidas do mundo.

Os enfermeiros de Harare escreveram ao diretor de serviços de saúde do conselho, Prosper Chonzi, avisando-o de que não poderiam continuar com as suas tarefas sem roupas de proteção.

Os nossos membros estão gravemente incapacitados em termos de equipamento de proteção, por isso também temem pelas suas vidas“, referia parte da carta do Sindicato dos Enfermeiros do Conselho Urbano e Rural do Zimbabwe. “Observaram funcionários de países que têm capacidade para fornecer EPI completo, então imaginem como conseguirão evitar a a contaminação desse vírus mortal tendo um EPI mínimo ou nenhum“.

Os médicos também têm feito exigências semelhantes. Na terça-feira, o governo recebeu ordem do Supremo Tribunal para fornecer roupas de proteção aos trabalhadores de saúde, mas o Ministério da Saúde acusou o Tesouro de atrasar a libertação do dinheiro necessário para comprar o EPI. O ministério informou que necessitava de cerca de 2 milhões de dólares para as necessidades da equipa médica na luta contra o vírus.

Os enfermeiros do Conselho da Cidade de Gweru também disseram que não possuíam EPI para lidar com a doença. Douglas Chikobvu, secretário-geral da União Profissional de Enfermeiras do Zimbabwe, defendeu que as enfermeiras não podem arriscar a contrair infecção por coronavírus.

Nos seus pedidos, os enfermeiros listaram batas descartáveis, óculos de proteção, luvas até o cotovelo, casacos externos, boatas de borracha, máscaras N95, protetores faciais, acessórios descartáveis para a cabeça e máscaras cirúrgicas.

Chikobvu admitiu que as exigências eram genuínas porque centenas de profissionais de saúde no exterior morreram no cumprimento das suas obrigações após atender pacientes do COVID-19 sem equipamento de proteção adequado.

 

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