África Subsaariana

Zimbabwe: ‘Escassez extrema’ de equipamentos para combater o coronavírus no país

Os médicos do Zimbabwe acusam o governo de não implementar medidas para proteger os profissionais de saúde em todo o país, alertando para que há uma “escassez terrível” de ventiladores, oxigénio, roupas de risco biológico e máscaras faciais N95 para os profissionais de saúde que combatem a pandemia de coronavírus.

Num comunicado divulgado na terça-feira, a Associação de Médicos para Direitos Humanos do Zimbabwe reclamou da triagem inadequada de pessoas para sintomas de coronavírus em todo o país.

Os médicos também levantaram preocupações sobre a escassez de instalações de quarentena e isolamento, que, dizem, são encontradas na capital Harare e na segunda maior cidade do país, Bulawayo.

No domingo, foi aberto um processo pelos médicos no tribunal para obrigar o governo a intensificar a proteção contra o vírus do coronavírus em hospitais públicos e profissionais de saúde.

O pedido apresentado no Supremo Tribunal alega que o governo não adotou “medidas para garantir que os profissionais de saúde em todo o país, incluindo enfermeiros, auxiliares de enfermagem e farmacêuticos, entre outros, sejam adequadamente protegidos”. A data da audiência ainda está para ser definida.

No mês passado, médicos e enfermeiros fizeram uma paralisação em protesto contra a falta de roupas de proteção para cuidar de pacientes com coronavírus. O país possui apenas um centro de testes COVID-19, situado num hospital do governo em Harare.

 

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