África Subsaariana

Zimbabwe: Mais de 100.000 detenções por violação de restrições

Mais de 105.000 pessoas foram presas no Zimbabwe, desde março, por violação dos regulamentos de restrição que visam conter a propagação do coronavírus, anunciou a polícia zimbabweana.

As restrições foram suavizadas no país, onde mais de 1.500 infeções foram confirmadas. Cerca de 1.000 pessoas foram presas nos últimos dois dias por “movimento desnecessário” ou por não usar máscaras.

De acordo com os regulamentos atuais, todos os zimbabweanos que regressem do exterior devem permanecer em quarentena por três semanas numa instalação aprovada pelo governo.

Segundo a polícia, um total de 276 pessoas fugiram de centros de quarentena, incluindo alguns que tiveram resultados positivos. Cerca de 30 foram presos e serão levados a tribunal por expor as suas famílias e comunidades ao vírus, informou a polícia. Dois homens tinham infetado sete membros de uma família, informou a televisão estatal.

A polícia pretende intensificar os esforços para fazer cumprir os regulamentos, argumentando que muitas pessoas se tornaram complacentes.

Bares foram abertos e alguns quintais foram transformados em centros de bebida, disse a polícia. “Iremos prender todos esses violadores”, advertiu o porta-voz Paul Nyathi, segundo a televisão estatal.

As medidas de bloqueio do Zimbabwe para combater a propagação do coronavírus agravaram a crise económica e política do país. O governo espera que a economia encolha 4,5% este ano, enquanto a inflação anual subiu para 785% em junho.

Entretanto, grupos da oposição e sociedade civil estão a mobilizar-se para protestos em todo o país em 31 de julho para exigir que o presidente Emmerson Mnangagwa renuncie.

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