África Subsaariana

Zimbabwe: Preço da eletricidade sobe 320%

O Zimbabwe aumentou a tarifa média de eletricidade em 320% para permitir que a concessionária de energia do estado aumentasse a produção e melhorasse os suprimentos numa altura em que ocorrem  cortes diários, anunciou o regulador nacional de energia esta quarta-feira.

Os cortes de energia com duração de até 18 horas que afetaram minas, indústria e residências, e, juntamente com uma seca devastadora, foram as justificações dadas pelo tesouro como uma das principais razões pelas quais a economia deve contrair até 6% este ano.

No entanto, prevê-se que o aumento nos custos de energia revoltará ainda mais os cidadãos do Zimbabwe que, na última semana, viram fortes aumentos nos preços de combustíveis e bens essenciais. Os salários não acompanharam o ritmo, levando os cidadãos a culpar as políticas do presidente Emmerson Mnangagwa pela pior crise económica da década.

A Autoridade Reguladora de Energia do Zimbabwe (ZERA) disse ter aprovado um pedido da Empresa de Transmissão e Distribuição de Eletricidade do Zimbábue (ZETDC) para elevar a tarifa de 38,61 cêntimos, para 162,16 cêntimos. Este foi o segundo aumento em três meses.

A ZERA alegou que o aumento das tarifas era necessário devido ao aumento da inflação que segundo o FMI foi de 300% em agosto, e devido a uma queda na moeda do dólar do Zimbabwe, que foi reintroduzida em junho.

A nova tarifa permitirá à ZETDC arrecadar dinheiro para consertar os seus geradores, além de pagar por importações da Eskom da África do Sul e Moçambique, que custam 19,5 milhões dólares por mês, indicou o regulador.

Perante a crescente inflação, escassez de bens básico e continuo aumento de preços, os zimbabweanos perdem a esperança de que a economia recupere, conforme prometido por Mnangagwa.

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