África Subsaariana

Zimbabwe: Ruas desertas e lojas encerradas antes dos protestos

As ruas ficaram desertas e as lojas foram encerradas na capital do Zimbabwe, Harare. Na quinta-feira as forças de segurança tiraram as pessoas das ruas e ordenaram o encerramento das lojas, um dia antes dos protestos contra o governo.

Os ativistas convocaram manifestações de rua para esta sexta-feira. Os protestos são contra a corrupção no governo e as dificuldades económicas, incluindo a inflação crescente que corroeu salários e pensões.

Soldados armados e polícia anti-motim patrulharam a pé e em camiões, dizendo às pessoas para deixar o centro de Harare. Logo após o meio dia de ontem, o centro de Harare estava praticamente vazio.

Na quarta-feira, Mnangagwa disse que o protesto desta sexta-feira constituiria uma “insurreição” da oposição.

Um comunicado da polícia disse que nenhuma manifestação seria permitida nesta sexta-feira. “Todos os ramos de segurança do governo estão em alerta total e lidarão decisivamente com qualquer indivíduo ou grupo que fomente a violência e envie ameaças ou mensagens provocativas através das redes sociais ou de qualquer outro meio”, afirmou o documento.

Os críticos do governo dizem que Mnangagwa, assim como outros líderes autoritários de todo o mundo, está a aproveitar o bloqueio devido ao coronavírus para reprimir a oposição.

No quadro da crise, médicos de hospitais estatais entraram em greve na quinta-feira devido às más condições de trabalho. Esta ação junta-se à de milhares de enfermeiros que paralisaram no mês passado para pressionar por salários em dólares americanos.

Recorde-se que esta semana sete bebés foram nado-mortos numa só noite num grande hospital porque as parturientes não receberam atendimento médico adequado devido à greve dos enfermeiros.

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