América do Norte | Médio Oriente

EUA ameaçam Turquia com mais sanções depois de detenção de pastor americano

Os EUA ameaçaram impor mais sanções à Turquia se Ancara não libertar um pastor evangélico cristão americano acusado de terrorismo.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, sugeriu durante uma reunião de gabinete na quinta-feira que a próxima espiral de sanções chegará em breve, aprofundando uma polémica que sacudiu os mercados financeiros, se Andrew Brunson não for libertado pela Turquia.

“Aplicaremos sanções a vários membros do seu gabinete”, disse Mnuchin. “Estamos a planear mais para se não o libertarem rapidamente”.

Apesar das ameaças, um tribunal turco rejeitou um recurso para libertar Brunson na sexta-feira, informou a agência de notícias estatal Anadolu.

O tribunal superior em Izmir confirmou uma decisão tomada por um tribunal inferior no início desta semana para manter o pastor em prisão domiciliar. O advogado de Brunson disse à agência de notícias AFP que apelaria novamente em 15 dias.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, antecipou as observações de Mnuchin dizendo que a Turquia não tinha sido uma amiga muito boa para os EUA. Mais tarde, twittou que o clérigo, que está detido desde 2016, quando foi preso numa operação do governo após uma tentativa fracassada de golpe, foi um “grande patriota” sendo mantido como “refém”.

A ameaça surge numa altura em que a Turquia tenta tranquilizar os investidores abalados pela queda da lira turca, insistindo que o país vai emergir mais forte.

Reagindo às ameaças norte-americanas, a Turqui ameaçou responder se forem impostas mais sanções. “Já respondemos com base nas regras da Organização Mundial do Comércio e continuaremos a fazê-lo”, disse o ministro do Comércio, Ruhsar Pekcan, à agência estatal Anadolu.

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