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EUA investigam supostas atrocidades cometidas por Mianmar contra os Rohingya

O governo dos EUA está a investigar as supostas atrocidades cometidas por Mianmar contra a minoria muçulmana rohingya, reunindo documentação que pode ser usada para processar os militares do país por crimes contra a humanidade, informou a Reuters.

Orientada pelo Departamento de Estado, a investigação envolveu mais de 1.000 entrevistas com homens e mulheres rohingya em campos de refugiados no Bangladesh, exames a alegações de assassinatos extrajudiciais, estupro e incêndio criminoso supostamente perpetrados pelas forças de segurança de Mianmar.

“O objetivo desta investigação é contribuir para os processos de justiça, incluindo consciencialização da comunidade, esforços de defesa internacional e esforços de reconciliação na comunidade, bem como possíveis investigações, esforços de esclarecimento da verdade ou outros esforços com vista à aplicação de justiça e prestação de contas”, refere o documento usado pelos investigadores e citado pela Reuters.

O inquérito segue o modelo de uma investigação semelhante na região de Darfur, no Sudão, em 2004, que preparou o caminho para os EUA rotularem a violência no local de genocídio e impor sanções contra o governo sudanês, segundo a Reuters.

Quase 700 mil rohingya fugiram para o Bangladesh desde agosto, quando os ataques de rebeldes rohingya provocaram represálias do Exército. O ex-secretário de Estado Rex Tillerson disse no ano passado que a repressão que se seguiu “constitui uma limpeza étnica”. O enviado de direitos humanos da ONU para Mianmar disse que a violência tem “sinais de genocídio”.

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