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Venezuela: Escassez de combustível afeta venezuelanos

As sanções dos EUA contra a indústria petrolífera venezuelana parecem estar em vigor, e longas filas de pessoas começaram a ser vistas nos postos de gasolina em Maracaibo, a segunda maior cidade do país sul-americano.

Russ Dallen, da empresa financeira Caracas Capital Markets, localizada em Miami, disse no domingo que as severas sanções de Washington, além da deterioração das refinarias, começaram a afetar o mercado interno.

A Venezuela não tem dinheiro para importar matéria-prima para manter a produção, apesar de possuir as maiores reservas de petróleo do mundo, disse Dallen, que estimou que a estatal petrolífera Petroleos de Venezuela S.A. (PDVSA) esteja a produzir entre 10 e 15% da sua capacidade.

A produção de petróleo venezuelana já estava em declínio mesmo antes das recentes sanções dos EUA. No entanto Dallen estima que as medidas estão agora a começar a ter efeitos reais e que as refinarias venezuelanas estejam a trabalhar bem abaixo da capacidade devido à falta de manutenção.

“Tudo se reúne numa mistura tóxica”, disse Dallen. “Isso realmente tem um efeito devastador.”

Este ano, o governo de Donald Trump, sancionou a PDVSA num esforço para tirar o presidente Nicolás Maduro do seu cargo, enquanto dava o seu apoio ao líder da oposição, Juan Guaidó.

Em essência, as sanções dos EUA tiraram ao governo de Maduro a sua subsidiária Citgo, de Houston, privando o governo de aproximadamente 11 mil milhões de dólares em divisas para exportação este ano. As autoridades dos EUA alegam que esse fluxo de caixa financiou por muito tempo o que chamam de “ditadura” de Maduro.

As sanções também restringiram o acesso por Venezuela aos diluentes necessários para dissolver o óleo pesado, semelhante a alcatrão, para que possa ser transportado mais do que 160 km a partir do campo de petróleo para as refinarias, onde é transformado em gasolina.

Numa recente onda de medidas diplomáticas destinadas a resolver pacificamente a crise na Venezuela, as autoridades europeias indicaram que realizaram reuniões intensivas durante dois dias em Caracas com os principais participantes. Quase ao mesmo tempo, o governo de Maduro e a oposição enviaram representantes para conversações patrocinadas pela Noruega. Funcionários envolvidos em ambos os esforços não relataram progressos.

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