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Venezuela está em alerta ante a “ameaça” das manobras militares dos EUA e da Guiana

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, alertou sobre a “ameaça” à soberania e integridade territorial da Venezuela representada pelas manobras militares dos Estados Unidos na Guiana, com as quais a Venezuela mantém uma disputa territorial por Essequibo, e assegurou que o país está em alerta.

“Estamos muito atentos a esses exercícios militares, mesmo que não sejam realizados em águas venezuelanas”, disse Rodriguez durante uma conferência de imprensa no Palácio Miraflores, sede da presidência venezuelana. A governante referiu-se à presença de um navio militar norte-americano na costa da Guiana.

Por sua vez, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, alertou para a “ameaça” e “provocação” que essas manobras representam, para as quais ordenou “um constante patrulhamento marítimo e terrestre das fronteiras”. “Os venezuelanos podem ter certeza de que as FANB (Forças Armadas Nacionais Bolivarianas) vão zelar por cada centímetro do nosso país”, frisou.

Padrino explicou que o presidente Nicolás Maduro mandou ficar alerta a possíveis ataques e advertiu que “isso representa uma ameaça para toda a região. Hoje é a Venezuela, amanhã pode ser outro país”.

O Essequibo é um território de 159.542 quilómetros que possui importantes recursos naturais – petróleo, gás, mineração, hidráulica e florestal – e grande potencial turístico.

O território é administrado pela Guiana sob uma sentença arbitral de 1899 que a Venezuela considera nula porque as negociações secretas, que se tornaram conhecidas anos depois, revelam vícios de consentimento.

A disputa voltou a ganhar relevância internacional a partir de 2016, quando a americana Exxon Mobil iniciou a exploração de petróleo, apesar das denúncias da Venezuela, cuja soberania, denunciou, está a ser novamente ameaçada desde setembro, quando Washington e a Guiana anunciaram que implantariam patrulhas marítimas na área sob o pretexto de combater o narcotráfico.

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