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Venezuela: Juan Guaidó estabelece relações com os militares dos EUA

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, anunciou no sábado que deu instruções ao seu enviado político a Washington para iniciar imediatamente relações com as forças armadas dos EUA.

Guaidó disse que pediu ao seu embaixador, Carlos Vecchio, que iniciasse comunicações diretas com vista a uma possível coordenação.

O líder falou diante de centenas de pessoas que se reuniram na capital para apoiar o seu apelo para derrubar o regime de Maduro, e instou-as a seguir em frente.

No entanto, a fraca aderência ao apelo para mobilização, reflete o crescente medo e desmoralização que tomou conta dos apoiantes de Guaidó após o fracasso de sua tentativa de provocar um golpe  militar em 30 de abril.

“Vivemos numa ditadura”, disse Guaidó. “Vamos continuar. A opção não é ficar em casa à espera, mas continuar exigindo os nossos direitos nas ruas, para conquistar a liberdade.”

A marcha foi organizada dias depois de as forças de segurança terem detido o vice-presidente da Assembleia Nacional, Edgar Zambrano. Outros deputados pediram refúgio nas embaixadas da Itália, Argentina e Espanha.

Em janeiro, Guaidó foi proclamado presidente interino, com o apoio de mais de 50 países, com o argumento de que Maduro obteve um segundo mandato através de eleições fraudulentas.

No entanto, Maduro garantiu a lealdade dos comandantes e, com isso, o controlo das forças armadas.

Segundo Maduro, Guaidó é um “fantoche” do governo de Donald Trump e defende que os Estados Unidos apoiam um golpe de Estado para aproveitar os vastos recursos petrolíferos do país.

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