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Venezuela: ONU alerta para que sanções dos EUA podem agravar crise

A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para que as últimas sanções dos EUA à Venezuela irão exacerbar significativamente a crise de milhões de venezuelanos em termos de acesso a alimentos e saúde, num país que já sofre com a escassez de bens essenciais.

“Estou profundamente preocupado com o impacto potencialmente severo sobre os direitos humanos do povo da Venezuela devido ao novo conjunto de sanções unilaterais impostas pelos EUA nesta semana”, disse Michelle Bachelet num comunicado na quinta-feira.

“As sanções são extremamente amplas e não contêm medidas suficientes para mitigar o seu impacto sobre os setores mais vulneráveis da população.”

A declaração de Bachelet surge na sequência da decisão de Washington de congelar todos os ativos do governo venezuelano nos EUA e impedir transações com as suas autoridades.

A medida imposta pelos EUA, inclui a autorização de penalidades contra “estrangeiros” que prestam apoio ao governo venezuelano.

“Quero deixar claro que essa ampla ordem executiva autoriza o governo dos EUA a identificar, visar e impor sanções a qualquer pessoa que continue a apoiar o regime ilegítimo de Nicolas Maduro”, detalhou John Bolton, assessor de segurança nacional dos EUA.

“Estamos a dar este passo para negar acesso a Maduro ao sistema financeiro global e para isolá-lo ainda mais internacionalmente”, acrescentou Bolton na capital do Peru, Lima, onde participou de uma reunião internacional sobre a crise política da Venezuela.

Embora as transações não estejam relacionadas ao fornecimento de alimentos, roupas e remédios, tendem a “exacerbar significativamente a crise para milhões de venezuelanos comuns”, disse Bachelet, pois haverá um excesso de cumprimento das medidas por parte de instituições financeiras em todo o mundo que tenham relações comerciais com os governos dos EUA e da Venezuela.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, disse na terça-feira que as últimas sanções dos EUA são uma “ameaça global” e um ataque à propriedade privada.

Rodriguez alertou que as medidas dos EUA provavelmente trariam dificuldades adicionais ao povo venezuelano, que já sofria os efeitos da hiperinflação e de uma profunda recessão.

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