América Latina

Chile: Saúde mental dos cidadãos ativa botão de pânico

Segundo um estudo realizado a nível mundiala saúde mental dos chilenos seria a segunda mais afetada pela pandemia da Covid19. 

Santiago – O Chile vive um delicado problema de saúde pública no âmbito mental, de acordo com o mais recente relatório “Um ano de Covid-19″, após a realização de um estudo em 30 países e com uma amostra de 21 adultos, consultados via telefónica. 

Com efeito, a consultora internacional IPSOS analisou as projeções e as sensações sobre a população, depois de um ano da pandemia dCovid-19. 

São 45% os adultos que manifestam que sua saúde mental e emocional piorou desde o começou da pandemia, colocando o Chile em segundo lugar a nível mundial com 56%, superado apenas pela Turquia (61%). Por outro lado, 14% dos chilenos garante ter melhorado em termos emocionais no período 2020-2021. 

Entre as aspirações dos consultados no mundo, 59% espera poder voltar às suas vidas “antes da Covid” nos próximos 12 meses e 32% espera que isso possa acontecer num período de 07 a 12 meses. Também foi demonstrado que 8% das pessoas acreditam que isso nunca vai acontecer. 

Os chilenos responderam a esta pergunta do pesquisador da seguinte forma: 56% das pessoas pensam que tudo vai voltar ao normal em um período de 04 a 12 meses e 36% mencionam que voltar à vida “PréCovid” demorará mais de um ano. Apenas 7% menciona que tudo continuará igual no período de 0 a 3 meses. Nesta última declaração, 2% crê que vivemos, atualmente, da mesma maneira que já vivíamos antes do início da pandemia. 

Os custos da pandemia ainda estão por apurar. O mais evidente até agora foram os custos económicos para o país e a deterioração da renda das famílias. Aos poucos, começamos a perceber que há grupos na sociedade que experienciaram mais custos do que outros, como por exemplo o declínio da inserção da mulher no mercado laboral. Mas ainda precisamos entender em que nível de deterioração da saúde mental nos encontramos e qual é o grupo com maior dano: os idosos? Mulheres? Mulheres trabalhadoras? Crianças? O que está claro é o desafio que o sistema de saúde terá a curto prazo nesta matériacomentou Alejandra Ojeda, gerente de Assuntos Públicos da IPSOS Chile. 

Fernando Peñalver

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