Chile: Seis chaves para entender a Megaeleição

Santiago – As Megaeleições de sábado, 15 de maio, e domingo, dia 16, no Chile requerem algumas chaves para o seu pleno entendimento, para os olhos de quem não vive lá, motivo pela qual o eGlobal.pt apresenta um aproximação dos bastidores desta singular festa democrática.

  1. A VARIANTE PIÑERA. Termo cunhado pelo jornalista e apresentador de TV, Julio César Rodríguez, iguala a letalidade da pandemia com a figura presidencial desvalorizada: hoje os candidatos da plataforma oficial Chile Vamos para os diferentes cargos de eleição popular optam por distanciar-se do chefe milionário do Executivo chileno. Toque do Rei Midas inverso?
  2. OS JOVENS VOTAM? Após a votação massiva em outubro do ano passado para uma nova constituição, e que dominou com 80% dos votos a aprovaçãoexistem dúvidas sobre se as novas gerações voltarão às urnas. Para os independentes é fundamental que o façam.  
  3. E A VELHA GUARDA? Após o processo de vacinação bem-sucedido, no qual os índices de contágio diminuíram, os adultos seniors parecem estar mais dispostos a sair das suas casas para irem votar. Nesta faixa etária parece estar a gravitar o centro político do país. 
  4. PEDAGOGIA ELEITORAL ZERO. É desanimadora a pobre pedagogia para uma eleição destas dimensões. A franja televisiva foi qualificada como uma piada de mau gosto e o Serviço Eleitoral apenas cumpre o mínimo para informar o eleitor sobre as particularidades do processo complexo.  
  5. PARIDADE ANTIDEMOCRÁTICA? O feminismo marcará o processo de seleção dos 155 integrantes para a Convenção Constitucional. Mas podem surgir situações com características particulares. Caso o sexo masculino esteja sobre-representado, o assento será ocupado por uma mulher, independentemente de a mesma ter tido uma votação inferior. 
  6. NOITE DE SÁBADO. Devido à pandemia da Covid19, o processo de votação ocorrerá em dois dias: sábado 15 de maio, e domingo, dia 16. A isso são adicionadas quatro cartas enormes. Existe todo um protocolo severo de proteção das urnas por parte das Forças Armadas e policiais, mas estamos seguros de que será uma noite muito longa, especialmente nos centros de votação de zona “sensíveis” como a Araunia 

Fernando Peñalver

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