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Espanha não permitirá que a embaixada na Venezuela se torne centro de atividade política

Espanha não permitirá que a sua embaixada em Caracas seja usada como centro político para o político da oposição Leopoldo Lopez, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Josep Borrell, na sexta-feira, citado pela Reuters.

Lopez, um aliado do líder da oposição venezuelana, Juan Guaido, refugiou-se na residência espanhola com a sua esposa e filhos no início desta semana, depois de uma tentativa de revolta militar fracassada contra o governo.

“A Espanha não permitirá que a sua embaixada seja convertida num centro de atividade política por Lopez, ou qualquer outra pessoa”, disse Borrell numa conferência em Beirute.

Recorde-se que na quinta-feira, Espanha disse que não entregaria Lopez às autoridades venezuelanas depois de um tribunal ter emitido um mandado de prisão, alegando que o político violou uma ordem que o obrigava a permanecer em prisão domiciliar e restringia a sua capacidade de falar publicamente.

Lopez foi preso durante um movimento de protesto em 2014 e transferido para prisão domiciliar em 2017. O opositor escapou e apareceu com Guaido e dezenas de soldados na terça-feira antes de procurar refúgio na embaixada.

No entanto, Borrell disse que, embora Espanha não entregasse Lopez às autoridades venezuelanas, não concederia asilo ao líder da oposição.

“Lopez não pediu asilo político porque, de acordo com a nossa legislação, deve solicitá-lo quando estiver em território espanhol”, disse Borrell, acrescentando que, enquanto estiver na embaixada, haveria um limite para a sua atividade política.

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