América Latina | Crise

Grupo Lima não descarta intervenção militar na Venezuela

O ministro os Negócios Estrangeiros da Argentina, Jorge Faurie, atacou a Venezuela durante uma conferência de imprensa do Grupo Lima, na qual assegurou que não descarta avaliar uma intervenção militar se a oposição de Juan Guaidó a solicitar.

Faurie presidiu na terça-feira no Palácio San Martín à décima quinta reunião do Grupo Lima, um fórum patrocinado pelos Estados Unidos para exercer pressão política internacional sobre o governo de Caracas e favorecer as reivindicações do deputado de oposição Guaidó, auto-proclamado presidente interino do país latino-americano.

“O uso da força será sempre um recurso a que se possa recorrer no momento necessário”, disse Faurie após a reunião no Palácio de San Martín, em Buenos Aires.

O responsável explicou que se Guaidó reivindicar uma ação militar, a possibilidade de endossar o pedido será abordada numa nova sessão.

Embora reiterasse que o Grupo Lima “está empenhado em chegar a uma solução por meios pacíficos”, a referência à possível possibilidade de usar a força para acabar com o governo de Nicolás Maduro é justificada pela aproximação do governo argentino a Washington.

Na reunião, reuniram-se representantes de 16 países membros, Equador e El Salvador como observadores e a União Europeia.

Depois de uma reunião à porta fechada, os representantes emitiram uma declaração oficial assinada pela Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Paraguai e Peru, na qual, estabeleceram que “a solução da crise na Venezuela pertence aos venezuelanos”.

Na segunda-feira passada, a Assembleia Nacional da Venezuela, sob o controlo dos opositores do presidente Nicolás Maduro, aprovou por unanimidade a reintegração do país ao Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).

O TIAR, criado em 1947, constitui um pacto de defesa que permite invocar a assistência militar dos países signatários, como a Argentina e os Estados Unidos, em caso de agressão externa.

O evento coincide com a revelação feita pelo chefe da América Latina na Casa Branca, Mauricio Claver-Carone, sobre uma comunicação em que o governo do país norte-americano indicou a Nicolás Maduro que  tinha “um curto prazo para deixar o poder. “Ou então” deve enfrentar a justiça internacional e dos Estados Unidos”.

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