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Haiti: Caos político a uma semana da segunda volta das presidenciais

O candidato da oposição à presidência do Haiti, Jude Celestin, reiterou hoje que não participará na segunda volta, prevista para 24 de janeiro, pela suposta parcialidade do órgão eleitoral, num agravamento da crise política no país caribenho.

Apesar de o Conselho eleitoral provisório (CEP) assegurar que Celestin permanece como candidato presidencial por não ter apresentado oficialmente a sua renúncia, o dirigente da oposição disse hoje que se retira do processo eleitoral.

A segunda volta das presidenciais deveria ter ocorrido em 27 de dezembro, mas a oposição haitiana pressionou o presidente, Michel Martelly, para adiar o escrutínio, com o argumento de fraudes eleitorais na primeira volta, que favoreceram o candidato oficial, Jovenel Moise, em prejuízo de Jude Celestin.

Caso Celestin se retire oficialmente, o CEP poderá substituí-lo por Moise Jean Charles, o candidato que garantiu o terceiro lugar, e de acordo com a lei eleitoral.

Esta hipótese permanece contudo remota, após Charles já ter advertido que não se apresentará às eleições devido à “falta de credibilidade” do CEP.

Na perspetiva de diversos observadores, citados pela agência noticiosa EFE, a solução para o atual impasse político no Haiti deverá passar pela formação de um governo de transição, que deverá convocar “eleições limpas”, num prazo de 90 dias.

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