América Latina | Europa

Itália impede uma declaração conjunta da UE sobre a Venezuela

A Itália bloqueou uma declaração conjunta da União Europeia (UE) sobre a Venezuela na segunda-feira, revelaram várias fontes diplomáticas em Bruxelas, depois de mais de uma dúzia de países europeus terem reconhecido Juan Guaidó como presidente interino daquele país.

“Está claro que de momento não vai haver uma declaração conjunta. Há alguns que ainda se opõem”, disse ao meio-dia o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, em Bruxelas, onde participou de uma reunião de ministros europeus com a Liga Árabe (LA).

Várias fontes diplomáticas europeias explicaram à AFP que, embora a Grécia também tenha expressado suas reservas com a declaração conjunta proposta, a Itália bloqueou-a. Na UE, as posições conjuntas sobre política externa devem ser aprovadas por unanimidade.

“A União Europeia adotou uma posição conjunta há dez dias”, lembrou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

Desde que o presidente da Assembleia Nacional, o líder da oposição Juan Guaidó, se auto proclamou presidente interino da Venezuela, em 23 de janeiro, a Grécia e Itália são os mais relutantes em deixar que a UE siga os passos dos Estados Unidos e reconheça o seu novo cargo.

Ao fim de um ultimato de oito dias dado por alguns países europeus ao presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, para convocar uma eleição presidencial, algo que não fez, mais de uma dúzia de países, começando com a Espanha, reconheceram Guaidó como “presidente interino”.

“Como a maioria dos parceiros da UE, Luxemburgo reconhece (…) Guaidó como presidente interino da Venezuela, com a autoridade para implementar um processo conducente à realização de eleições presidenciais livres, justas e democráticas”, disse o ministro Jean Asselborn .

Na Itália, a crise venezuelana provoca fortes tensões dentro do governo de coligação. Oficialmente, Roma lembra que nunca reconheceu a eleição de Maduro e exige novas eleições presidenciais.

Mogherini reiterou segunda-feira numa conferência de imprensa que o reconhecimento de Guaidó é da responsabilidade dos vários governos a nível nacional e destacou a iniciativa promovida pela UE para lançar um grupo de contacto para Venezuela.

A primeira reunião deste grupo, que pretende realizar uma eleição presidencial na Venezuela, será realizada na quinta-feira em Montevidéu.

Além da UE e de vários países europeus, Bolívia, Equador, Costa Rica e o anfitrião Uruguai participarão da reunião.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo