América Latina

Juan Guaidó pede aos líderes do G7 que incluam a crise da Venezuela na agenda da cimeira

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, pediu aos líderes do G7 que incluíssem a crise venezuelana na agenda da cimeira realizada em França, informou o Parlamento venezuelano no domingo.

Numa carta, Guaidó pediu aos presidentes do G7 que considerassem na agenda “a crise na Venezuela”, assim como “explorar e coordenar uma ação comum que permita sanções exemplares contra os violadores de direitos humanos”, informou a Assembleia Nacional num comunicado enviado à imprensa.

Isso, segundo o texto, para “pôr fim ao sofrimento dos venezuelanos, alcançar a liberdade e traçar o caminho para eleições prontas, livres, transparentes e garantidas”.

Dos países do G7 – integrados pelos Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Itália e Japão – os cinco primeiros reconhecem o líder da oposição como presidente interino. A Itália e o Japão não o reconhecem, mas são a favor de novas eleições.

Na carta, o chefe do Parlamento ressaltou que “a complexa crise humanitária na Venezuela” foi “causada pelo regime usurpador de Nicolás Maduro” e “afeta seriamente os cidadãos e a estabilidade da região”.

Segundo as Nações Unidas, mais de 7 milhões de venezuelanos precisam de ajuda humanitária urgente num contexto económico marcado pela inflação, que encerraria 2019 a 1.000.000% e uma escassez de bens essenciais, especialmente medicamentos.

“Nas mãos dos líderes do G7 pode estar a saída e a solução diplomática mais eficaz e expedita para enfrentar a grave crise humanitária e política pela qual o meu país está a passar e ajudar a alcançar uma transição pacífica e democrática”, apela Guaidó no documento.

Por seu lado, Maduro acusa Guaidó de ser um “fantoche” dos Estados Unidos e seus aliados, a quem acusa de promover um plano para afastá-lo do poder.

A cimeira do G7, que começou em 24 de agosto e terminará esta segunda-feira, tem entre os seus temas centrais os devastadores incêndios florestais na Amazónia brasileira.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo