América Latina

Maduro diz que o relatório de Michelle Bachelet sobre a Venezuela contém “mentiras” e “inveja”

Nicolás Maduro rejeitou o relatório mais recente sobre a Venezuela entregue pela alta comissária do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, no qual denuncia uma grave situação de direitos humanos naquele país. Maduro afirmou que no relatório Bachelet, “repete mentiras, mentiras, mentiras” sem evidências e sem testemunhos.

Recorde-se que na segunda-feira, a alta comissária apresentou em Genebra, na Suíça, uma atualização do seu relatório sobre o estado dos direitos humanos na Venezuela e disse que a situação naquele país “continua a afetar milhões de pessoas e com claros impactos desestabilizadores na região”.

“Por que a senhora Michelle Bachelet mente sobre a Venezuela?”, questionou Maduro. “Chegou e foi-lhe contada toda a verdade, os números oficiais, por que continua a mentir?”

“O que Michelle Bachelet tem contra a revolução bolivariana? O que ela mantém contra nós? Porquê a sua inveja? Porquê a sua atitude negativa? Michelle Bachelet mente, basta de mentiras contra a Venezuela”, reforçou Maduro sobre o relatório.

Em Genebra, Bachelet disse na segunda-feira que “a situação económica e social” do país continua a deteriorar-se rapidamente e que os direitos económicos e sociais de milhões de pessoas continuam restritos.

“A economia está a passar pelo que pode ser o episódio hiperinflacionário mais agudo da região, afetando a capacidade de comprar alimentos básicos, medicamentos e outros bens essenciais”, referiu a alta-comissária.

Bachelet também expressou preocupação com as dificuldades de acesso aos serviços de saúde naquele país, especialmente por 400.000 pessoas que sofrem de doenças crónicas e que não têm acesso a medicamentos e tratamentos.

A alta comissária também disse que o seu gabinete está a documentar casos de possíveis execuções extrajudiciais cometidas pelas Forças Especiais de Polícia da Polícia Nacional, FAES.

“O meu gabinete documentou casos de tortura e maus-tratos, tanto físicos quanto psicológicos, de pessoas arbitrariamente privadas de liberdade, principalmente militares. As condições de detenção não atendem aos padrões internacionais básicos e os detidos não têm acesso a cuidados médicos adequados ”, apontou Bachelet.

No entanto, Maduro sublinha que se trata de mentiras e inveja por parte da alto comissária e criticou o fato de que não estava em conformidade com os números oficiais dados pelo governo.

Bachelet culminou o seu relatório pedindo novamente que o governo e a oposição dessem prioridade à negociação que considera “a única maneira de superar a situação atual”.

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