América Latina

ONU denuncia elevado número de execuções extrajudiciárias na Venezuela

Michelle Bachelet | ONU Photo/Laura Jarriel

A denúncia foi proferida esta quarta-feira 4 de Junho pela alta comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, que durante uma conferência de imprensa destacou o número “surpreendentemente elevado” de supostas execuções extrajudiciais cometidas pelas forças de segurança na Venezuela.

Uma acusação que Caracas contesta e crítica a metodologia adoptada, sendo que “há incontáveis imprecisões, erros, descontextualizações e declarações falsas em que o EACDH [sigla inglesa de Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos] incorre, como resultado do uso inadequado das fontes disponíveis”.

As acusações de Michelle Bachelet estão patentes num relatório produzido após uma vista de 19 a 21 de junho à Venezuela, da alta comissária de Direitos Humanos das ONU, em que reporta também que “os grupos armados civis pró-governamentais conhecidos como colectivos contribuíram para a deterioração da situação, ao impor o controlo social e ajudar a reprimir as manifestações”.

O mesmo documento responsabiliza as Forças de Acções Especiais (FAES) venezuelanas pela maioria dos 5.287 assassinatos extrajudiciais, que supostamente aconteceram devido “resistência à autoridade” em 2018. Este ano, no período de 01 de Janeiro a 19 de Maio, pelo menos 1.569 pessoas foram mortas, segundo dados fornecidos pelo governo venezuelano, mas que Michelle Bachelet considera que o número real poderá ser muito superior.

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