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UE insta Borrell a continuar a facilitar o diálogo na Venezuela

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia expressaram ao alto representante do órgão de Política Externa, Josep Borrell, o seu apoio para que continue a facilitar o diálogo entre o regime e a oposição na Venezuela.

“É o mandato para o qual o alto representante enviou uma equipa à Venezuela para continuar a tentar essa facilitação. O que lhe dissemos hoje é que continue com o mandato para o qual foi indicado, embora saibamos que cada vez mais a janela de oportunidade se estreita”, reconheceu a Ministra dos Negócios Estrangeiros espanhola, Arancha González Laya

“As condições para a realização destas eleições (legislativas) não cumprem os requisitos necessários do ponto de vista democrático”, afirmou González Laya.

UE não reconhecerá eleições que não cumpram os requisitos democráticos

“O que fizemos foi reiterar o compromisso que a União Europeia tem de promover esta facilitação para que as eleições decorram em condições democráticas. Se essas condições democráticas não forem atendidas, não poderemos reconhecer o resultado dessas eleições ”, alertou.

A respeito deste mandato conferido a Borrell, González Laya destacou que nenhum Estado membro tem dúvidas sobre os poderes atribuídos ao político espanhol.

“O único lugar onde existe uma controvérsia estéril sobre o mandato do alto representante deve ser na oposição espanhola. Nenhum Estado membro da União Europeia tem dúvidas sobre o mandato do alto representante”, salientou a governante.

A ministra espanhola explicou que as funções de Borrell neste contexto não são redigidas de forma reduzida ou restrita. “Ele deve decidir quais os procedimentos”, frisou.

Borrell informou os ministros da comunidade na segunda-feira sobre os últimos esforços para apoiar uma solução democrática e pacífica na Venezuela. Chegou a citar o recente envio de uma missão diplomática a Caracas para tentar adiar as eleições legislativas de 6 de dezembro.

Apesar de o regime de Maduro já ter comunicado publicamente que a data das eleições continua, a UE continua a aguardar uma resposta formal do regime ao seu pedido de adiamento.

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