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UE não reconhece o processo eleitoral na Venezuela

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves le Drian, indicou na quarta-feira, 21 de outubro, que a União Europeia (UE) não reconhece o processo eleitoral para as eleições legislativas de 6 de dezembro na Venezuela, depois de ter falhado na tentativa de convencer o Governo de Nicolás Maduro a adiar as eleições.

“A forma como a eleição de 6 de dezembro está a ser preparada é totalmente discutível. Não reconhecemos o processo em curso, é uma posição clara e é uma posição europeia”, declarou o ministro francês.

“Queremos garantir a legitimidade dessas eleições, mas pudemos constatar que as garantias de transparência não estão incluídas, não são propostas pelo regime”, acrescentou.

Recorde-se que a UE enviou uma missão a Caracas há algumas semanas para pedir o adiamento das eleições por seis meses, mas sem sucesso.

O órgão não reconhece a legitimidade do presidente Maduro e apoia a Assembleia Nacional, único órgão eleito democraticamente na Venezuela, e Juan Guaidó, seu presidente.

Na eleição de 6 de dezembro, o Parlamento deve ser renovado, nas mãos da oposição.

O objetivo do governo é reconquistar a presidência da Assembleia para privar Guaidó de toda legitimidade, segundo um diplomata europeu.

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