Na madrugada desta terça-feira, as autoridades do regime de Nicolás Maduro cercaram a residência de Juan Guaidó, na região de Santa Fé Norte, a leste de Caracas, capital da Venezuela.
De acordo com um conjunto de fotos publicadas na conta oficial do Centro Nacional de Comunicações, pode-se observar que pelo menos três equipas vestidas de preto, fortemente armadas e com equipamentos antimotins foram colocadas em locais estratégicos ao redor do edifício onde reside Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, juntamente com a sua mulher e filha.
Guaidó numa publicação posterior assegurou que “este é o método da ditadura e pelo qual são acusados de crimes contra a humanidade. Enfrentamos estes obstáculos e seguimos em frente. Enquanto a ditadura tenta gerar terror e militarizar o parlamento, estaremos instalando o novo período da legítima AN”.
O dia 5 de janeiro é uma data-chave na evolução da crise política na Venezuela, na medida em que é o dia em que expira teoricamente o mandato da atual Assembleia Nacional, chefiada por Guaidó. Mas, na ausência de eleições livres e justas, a Assembleia Nacional eleita em 2015 deve permanecer em funções até ser substituída por um novo Parlamento eleito em processos democráticos.