Venezuela denunciou o governo dos EUA a Haia pelas sanções “unilaterais”

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, em nome do governo do presidente Nicolás Maduro, denunciou na quinta-feira, perante os tribunais internacionais localizados em Haia, na Holanda, a administração dos Estados Unidos (EUA), pelas ações ilegais e medidas coercivas unilaterais impostas contra o povo da Venezuela.

Acreditamos que medidas coercivas unilaterais são crimes contra a humanidade“, afirmou Arreaza em conferência de imprensa após registar a denúncia. “Além disso violam o direito internacional e os direitos humanos”.

Aqui temos dados estatísticos para remissão dos fatos que determinam as responsabilidades pelos danos infligidos ao povo venezuelano como crimes contra a humanidade perante um país que é livre e soberano“, afirmou.

Arreaza ressaltou que esta denúncia é devidamente apoiada, com análise de especialistas externos e dividida em diferentes setores, onde afetam principalmente as medidas coercivas unilaterais contra o povo da Venezuela “pedimos aos tribunais internacionais que realizem o processo tradicional que deve ser seguido porque estamos a exigir de forma respeitosa perante o Ministério Público que haja relevância e oportunidades no tratamento deste encaminhamento. É um caso que está a ocorrer agora no nosso país, esse modo de guerra que gera mortes e destruição não é legal”, sublinhou.

O ministro informou ainda que um relatório com essas características nunca tinha sido apresentado perante um Tribunal Internacional, mesmo para responsabilizar líderes de um Estado que não faz parte desse órgão internacional, mas “acreditamos que, para efeitos, deve ser aceite; na Venezuela, é óbvio o que está a ser feito contra o povo, não descartamos nenhum cenário a ser ouvido; a violação dos direitos humanos que vimos no Equador, Chile e Peru é de uma extensão cruel que nunca antes foi vista na América Latina“.

O ministro foi acompanhado pelo vice-ministro de Assuntos Multilaterais, Alexander Yánez; o secretário executivo do Conselho Nacional de Direitos Humanos e agente do Estado perante o Sistema Internacional de Direitos Humanos, Larry Devoe, e o embaixador venezuelano no Tribunal Internacional, Haifa Aissami Madah.

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