América Latina

Venezuela: Deputado Omar González acusa Guaidó de desperdiçar o apoio recebido

Juan Guaidó

O deputado Omar González disse que Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional (AN), “foi o líder político mais favorecido nas últimas décadas com o apoio do povo e da comunidade internacional e o desperdiçou de uma maneira absurda e incrível, a tal ponto que alguns pesquisadores dizem que apenas 10% confiam nele”.

O deputado defendeu que “Guaidó deve anunciar formalmente que não é um candidato à presidência. Isso seria um bom sinal e tenho certeza de que não apenas os deputados levantariam suas armas para apoiar sua reeleição, mas o povo da Venezuela poderia recuperar parcialmente a confiança”.

González também apontou que Guaidó foi eleito na AN “para cumprir o governo de transição” e não para ser candidato à presidência.

“Em 23 de janeiro, Guaidó contava com 80% de apoio dos venezuelanos, a esperança estava a todo vapor, pensávamos que era o ano e, aos poucos, uma série de erros cometidos como Cúcuta, o 30 de abril, o fato de ter mudado a rota” diminuiu a popularidade do presidente interino, nomeado pela AN, disse Gonzalez.

Numa entrevista com Sergio Novelli, o deputado disse que, caso Guaidó não seja eleito, “existem muitos cenários, posso falar sobre a fração 16J e o que posso dizer é que nunca votaríamos por qualquer motivo relacionado à usurpação, agora, há aqueles que estão sinalizados por estar a saltar barreiras, brincando com personagens, que podem ser cooperativos e dóceis ao regime; mas os votos podem ser ajustados, porque há muitas pessoas descontentes com estes 11 meses”, disse o deputado, citado pelo El Universal.

Por outro lado, González também fez referência direta ao relatório Armando.info, onde oito deputados são indicados por terem assinado cartas destinadas ao procurador colombiano para exonerar os personagens investigados por corrupção e onde é precisamente mencionado um membro do seu partido, Vente Venezuela, o deputado José Luis Pirela.

A esse respeito, Gonzalez defende que a AN deve iniciar uma investigação completa e rejeitou a comissão que conduzirá as investigações porque é composta apenas pelo conselho de administração, quando na verdade deveria ser “uma comissão mais ampla com representantes de todas as fações”.

O deputado reiterou que, para sair governo de Maduro, é necessário o uso “da força das sanções diplomáticas que estão a ser aplicadas, é a justiça internacional, que avança nesse sentido”, “eles não podem ficar de braços cruzados”.

“A Venezuela precisa pedir ajuda, porque não podemos sozinhos, são máfias espalhadas por todo o território nacional”, sublinhou.

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