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Venezuela: Diosdado Cabello anuncia que será retirada a imunidade aos deputados que participaram da revolta militar

A Assembleia Constituinte da Venezuela, que governa o país com poderes absolutos, prepara-se para retirar a imunidade parlamentar aos deputados da oposição que apoiaram o golpe fracassado de terça-feira, anunciou no domingo Diosdado Cabello.

Na passada terça-feira cerca de trinta militares realizaram um golpe fracassado contra o presidente Nicolas Maduro, nos arredores da base aérea de La Carlota em Caracas, apoiados pelo líder da oposição, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino para mais de 50 países.

Vários deputados da Assembleia Nacional, o único órgão da Venezuela em poder da oposição, apoiaram Guaidó, que apelidou a revolta de  início da “Operação Liberdade” com o objetivo de afastar Maduro do poder.

“A justiça será feita, não duvidem”, disse Cabello, considerado o número dois do chavismo, durante uma cerimónia com militantes do partido no poder (PSUV) em Caracas.

Depois do golpe fracassado, anunciado por Maduro como tendo sido uma “escaramuça golpista”, cerca de 25 militares refugiaram-se em embaixadas, assim como o opositor Leopoldo López, que tinha sido libertado da prisão por apoiantes de Guaidó.

Lopez, que tem um mandato de prisão, está como hóspede na embaixada espanhola.

A procuradoria venezuelana solicitou 18 mandados de prisão para civis e soldados que participaram do golpe, avançou na sexta-feira o procurador Tarek William Saab.

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