América Latina

Venezuela: Dirigente indígena morre na prisão após ter sido negada assistência médica

Um preso político pertencente a um povo nativo da Venezuela, Salvador Franco, morreu neste domingo, 03 de janeiro, após o regime de Nicolás Maduro negar-lhe assistência médica, depois de vários dias de agonia. A denúncia do caso foi feita pela Organização Não Governamental (ONG) Foro Penal (www.foropenal.com). 

presidente da ONG, Alfredo Romero, denunciou a morte do indígena pemon e prisioneiro político Salvador Franco, “detido nas masmorras da ditadura de Maduro” desde dezembro de 2019. A denúncia foi divulgada na rede social Twitter, onde escreveu que “o indígena Pemon, prisioneiro político Salvador Franco, teria morrido hoje por causa das doenças que não foram tratadas em El Rodeo”. 

Apesar dos constantes pedidos dos familiares e de defensores dos Direitos Humanos, inclusive com uma ordem de transferência do juiz Macsimo Márquez datada de 21 de novembro de 2020, o dirigente pemon não foi atendido num hospital. 

Salvador Franco estava preso na prisão El Rodeo II e nos últimos dias “estava a vomitar sangue”, segundo denunciaram os seus familiares. 

O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos, o uruguaio Luis Almagro, condenou a “morte por tortura” do dirigente político indígena.  

Outra ONG com trajetória na Venezuela, Provea (www.provea.org), informou que isto “demonstra a fúria deste governo (de Nicolás Maduro) contra os presos políticos”. A organização insistiu que os familiares pediram a transferência de Salvador Franco para um hospital, mas não foram ouvidos. 

No momento da redação desta nota, as autoridades venezuelanas não haviam feito referência a este caso. O Fiscal Tarek William Saab informou na sua conta no Twitter sobre a prisão de um sujeito que “atirou um gato” da varanda de sua casa…  

Fernando Peñalver 

Dirigente indígena venezuelano, Salvador Franco

Dirigente indígena venezuelano, Salvador Franco

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