América Latina

Venezuela: Especialistas alertam que a gasolina iraniana foi adulterada

O especialista em petróleo José Toro Hardy alertou que a gasolina que o regime de Nicolás Maduro importa do Irão e que é vendida a preços internacionais é mista e, portanto, adulterada na Venezuela, de modo que agora não possui os regulamentos necessários para ser comercializada e poderia gerar problemas nos veículos que a utilizam.

Dizem que a gasolina que chegou foi ‘processada’ aqui, dado que o que está a ser vendido é uma gasolina que não atende aos padrões, o que pode ser a causa das reclamações“, escreveu Toro Hardy no Twitter, informou o Caraota Digital.

Desde segunda-feira, 01 de junho, o plano de distribuição de gasolina anunciado pelo regime de Nicolás Maduro começou a ser implementado na Venezuela.

Este plano contempla um esquema duplo de taxação de combustível. Por um lado, os postos de serviço do país começariam a vender gasolina a um preço subsidiado de 5.000 bolívares por litro (0,022€) e os veículos poderiam abastecer 120 litros por mês.

O outro esquema será aplicado em cerca de 200 estações, onde a gasolina é vendida por 0,5 dólares por litro e pode ser paga em moeda estrangeira ou na criptomoeda Petro, lançada pelo regime.

Para evitar as multidões nas estações, foi estabelecido que durante o primeiro mês estará em vigor um mecanismo de venda controlado, no qual autorizará o fornecimento de combustível, dependendo do número final da placa do veículo que irá variar de segunda a sexta-feira.

Da mesma forma, um preço subsidiado da gasolina para transporte público e veículos de carga será mantido por 90 dias até que um novo esquema de preços seja definido nas conversações com as transportadoras.

É necessário fazer uma reavaliação desse produto tão importante … é um produto que compramos no exterior“, disse Maduro justificando o aumento de combustível que há anos é vendido a menos de 10 cêntimos e que nos últimos meses – devido à grave escassez – começou a ser negociado no mercado negro entre dois e três dólares por litro, bem acima dos preços internacionais.

Depois de reconhecer a severa escassez de combustível que a Venezuela enfrenta desde março, Maduro disse que a nação petrolífera – que possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo – conseguiu recuperar os níveis de suprimento graças aos cinco petroleiros – com cerca de 1, 5 milhões de barris de gasolina e aditivos – enviados pelo Irão, um aliado próximo do regime venezuelano, que começou a chegar em 23 de maio.

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