América Latina

Venezuela: Gasolina apenas para transporte médico, militar e de alimentos

Maracaibo, Venezuela

Enquanto o governo de Nicolás Maduro suspende as atividades comuns e decreta uma quarentena preventiva contra o avanço do coronavírus, a Venezuela voltou a funcionar quase completamente sem gasolina. As restrições nesta ocasião também afetam a cidade de Caracas, que até recentemente estava fora do plano de racionamento.

As autoridades estabeleceram que as poucas estações de serviço disponíveis só podem ser usadas por pessoal médico e militar, empresas de transporte de alimentos ou pessoas que possuam um passe oficial.

Na origem desta situação estão as instalações obsoletas e a produção de petróleo do país – um dos maiores produtores mundiais de petróleo e derivados há décadas – que está no seu ponto mais baixo de sempre, devido à corrupção e falta de manutenção.

Por seu lado, o aperto das sanções internacionais contra Maduro dificulta as operações de compra de combustível em alto-mar, como havia acontecido até muito recentemente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou há um mês sanções adicionais à empresa russa de petróleo Rosneft por ajudar o governo de Maduro a triangular operações comerciais no exterior para comprar e vender petróleo venezuelano em troca de combustível refinado.

Os tanques de reserva de gasolina que a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) possui no país estão, no momento, abaixo da metade de sua capacidade. A queda nos preços do petróleo cria problemas adicionais de caixa para a companhia de petróleo, que não possui todos os recursos que gostaria de comprar para a gasolina refinada que anteriormente produzia e exportava.

O governo Maduro recebeu críticas da oposição, que o acusa de tirar proveito da quarentena para racionar ainda mais o pouco combustível que é capaz de refinar e aumentar as suas reservas, priorizando o seu uso e limitando tudo o que é necessário para a circulação de pessoas.

O executivo de Maduro declarou, na quarta-feira, a existência de 91 casos em todo o país, número que, no momento, coincide com a equipa médica estruturada por Juan Guaidó.

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