América Latina

Venezuela: Guaidó rejeita a oferta de diálogo de Maduro e pede reconhecimento à UE

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, rejeitou a oferta de diálogo do presidente Nicolás Maduro e pediu à União Europeia (UE) e à comunidade internacional que continuem a reconhecer a atual Assembleia Nacional a que preside, embora termine no dia 5 Janeiro.

Guaidó encontrou-se na quarta-feira, com o eurodeputado espanhol Jordi Cañas, vice-presidente da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-americana, e com a vice-presidente do Parlamento Europeu, Dita Charanzová.

“Maduro faz uso desses recursos, infelizmente para ganhar tempo e não orientar soluções”, disse Guaidó sobre a oferta de Maduro.

Sobre o papel da nova Assembleia Nacional que surgirá depois das eleições legislativas de domingo passado, Guaidó pediu à UE que não se limite a rejeitar as eleições e continue a reconhecer o atual parlamento como legítimo.

“Só a rejeição da fraude seria insuficiente”, reiterou Guaidó, acrescentando que “devemos fortalecer o diálogo do parlamento nacional, a representação legítima da Constituição venezuelana e, portanto, o reconhecimento da extensão constitucional”.

O princípio da extensão constitucional é o que o líder da oposição já reivindicou na segunda-feira, ao anunciar que pretende manter as funções de presidente no cargo, quando terminar o seu mandato.

UE rejeita resultado das eleições legislativas

A UE rejeitou na segunda-feira o resultado das eleições legislativas na Venezuela, por considerar que não cumpriram os padrões mínimos internacionais e deu-se até 5 de janeiro para definir a relação que terá com a nova Assembleia Nacional. No entanto, a instituição evitou mencionar o seu apoio explícito a Guaidó na sua declaração.

“No dia 5 de janeiro estarei em Caracas – apesar dos riscos, das novas ameaças da ditadura – exercendo funções para restaurar o Estado de Direito e a democracia na Venezuela”, disse Guaidó.

Voltando a apelar à realização de eleições “livres” na Venezuela e, perante as vozes divergentes de membros da oposição sobre a estratégia que pretende realizar, Guaidó disse que o líder da oposição, Herique Capriles, “apoia 100%” as suas palavras e que “a unidade é um trabalho constante”.

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