América Latina

Venezuela: Hausmann adverte que o PIB cairá 62% até o final de 2019

O governador da Venezuela perante o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ricardo Hausmann, alertou na quarta-feira, no dia de encerramento da Assembleia de Governadores na cidade equatoriana de Guayaquil, que o produto interno bruto do país deverá cair para 62% até o final deste ano.

Hausmann comparou a situação económica do país com a dos países vizinhos e disse que a crise económica venezuelana é 10 vezes pior do que a pior recessão que o Equador experimentou na sua história, duas vezes maior que a Grande Depressão dos Estados Unidos e três vezes maior que a maior recessão económica num país latino-americano.

Ele também alertou que o salário mínimo venezuelano não é suficiente para alimentar o trabalhador, muito menos sua família, situação da qual nem os trabalhadores do setor público são poupados.

“Não é coincidência que 5 milhões de venezuelanos tenham deixado o país e que mais ou menos 10% tenham-se estabelecido no Equador”, disse.

Na 60ª Assembleia de Governadores do BID, muito se falou sobre a situação na Venezuela, e os intervenientes reivindicaram a necessidade de conceder assistência internacional aos países recetores para aliviar a carga humanitária e económica da migração venezuelana.

Tanto o presidente equatoriano, Lenin Moreno, como a vice-presidente da Colômbia, Martha Lucía Ramírez, lamentaram que esta situação exceda a capacidade dos dois países, onde se estima que meio milhão e mais de 1,5 milhão de venezuelanos, respetivamente, tenham sido colocados.

O delegado do presidente interino da Venezuela como governador do país perante o BID disse que a única maneira de a Venezuela sair da recessão económica é seguindo o “Plano País”, um projeto de reestruturação da dívida projetado pela equipa de Juan Guaidó.

O governador venezuelano também apontou que o regime de Nicolás Maduro era culpado do problema e advertiu sobre a necessidade de demiti-lo para que o “Plano País” pudesse ser efetivo.

Hausmann explicou que este plano económico consiste em reestruturar a dívida externa da Venezuela e abrir o setor de petróleo ao investimento estrangeiro por meio de uma nova lei de hidrocarbonetos.

O “Plano do País” também propõe resgatar a luz, a água e a saúde como elementos prioritários para melhorar os padrões de vida da Venezuela através do que chamou de transferência social para enfrentar a crise humanitária.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo