América Latina

Venezuela: Leopoldo López revela que vai pedir mais sanções e dinheiro para a “causa”

Depois de fugir do país no sábado passado, o líder da Vontade Popular, Leopoldo López, deu uma conferência de imprensa em Madrid, onde anunciou que concentrará o seu trabalho como “comissário” de Juan Guaidó no pedido de mais sanções contra o país e o aumento do financiamento da “causa” da oposição por parte dos países aliados.

«Vou desenvolver um trabalho para expandir e poder promover estrategicamente sanções para a Venezuela (…) vamos levá-las a todos os governos europeus (…). Acredito neste tipo de sanções porque vi como funcionam. Essa é uma ferramenta muito poderosa que esperamos levar a todos os cantos. Devemos colocar mais pressão, mais sanções, mais isolamento”, defendeu.

Em seguida, referiu-se à crise económica e social que em grande parte tem sido provocada pelas sanções que mantem cativos ativos venezuelanos no exterior e o bloqueio à indústria do petróleo, principal fonte de rendimento da Venezuela, e aproveitou para solicitar aos países do mundo para mostrar seu apoio com mais recursos para a “causa”.

«Vamos nos dedicar a encontrar todos os mecanismos para poder aliviar o sofrimento do nosso povo, para poder garantir ajuda humanitária e ajuda económica para aliviar uma das piores crises humanitárias do planeta, que é também uma das crises com menos financiamento e apoio internacional”, disse Lopez.

López admite intervenção militar

O líder reconheceu que entre as ações que têm em pauta para conseguir a queda do Governo venezuelano, está a intervenção militar estrangeira sob o argumento da doutrina da “Responsabilidade de Proteger” da Organização das Nações Unidas (ONU), organização onde apesar dos esforços dos Estados Unidos e da União Europeia, Juan Guaidó não é reconhecido como representante da Venezuela.

Relativamente à sua fuga do país, assegurou que não foi negociada com o Governo. Questionado sobre os motivos que o levaram a fugir, o que contradiz o seu “Não vou sair da Venezuela”, garantiu que o fez “com muita dor” e refugiou-se na afirmação de ter a certeza “de que neste momento poderei contribuir muito de fora”.

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