América Latina

Venezuela: López denuncia prisão de 14 pessoas em retaliação à sua saída do país

O líder da oposição venezuelana Leopoldo López, que se fixou em Espanha após deixar Venezuela, culpou o regime de Nicolás Maduro da prisão de cerca de 14 pessoas dos seus relacionamentos em retaliação à sua saída do país.

“Houve uma retaliação da ditadura pela minha saída, foram presas mais de 14 pessoas, pessoas próximas a mim, da minha equipa, e por isso prefiro não dar detalhes” disse López, referindo-se à sua fuga da Venezuela, em entrevista publicada pelo Jornal colombiano El Tiempo.

“O que posso dizer é que não foi fácil. Percorri o caminho da tristeza que percorrem milhões de venezuelanos quando têm que deixar a nossa terra involuntariamente. Não queria sair da Venezuela, mas as circunstâncias levaram-me a fazê-lo, convencido de que seria a melhor forma de aumentar os esforços em favor da liberdade de nosso país. Mas repito: voltaremos”, frisou o dirigente e fundador do partido conservador venezuelano Voluntad Popular.

López argumentou que a sua saída da Venezuela o coloca numa posição melhor para “libertar a Venezuela de uma ditadura assassina e corrupta que viola os direitos humanos e tem ligações com o tráfico de drogas”.

Eleições legislativas a 6 de dezembro

O líder da oposição voltou a mencionar as eleições legislativas de 6 de dezembro, nas quais se renova a Assembleia Nacional, até agora controlada pela oposição, e às quais as principais formações da oposição decidiram não comparecer por considerarem-nas fraudulentas.

“O que a ditadura planeia para 6 de dezembro é uma fraude eleitoral que os tornará mais isolados da comunidade internacional”, disse López, defendendo a legitimidade do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como “Presidente interino” da Venezuela.

No entanto, parte da oposição pondera em concorrer às eleições para não abrir mão do único reduto institucional contra o chavismo. López, por sua vez, garantiu que a oposição está unida: “Dentro da unidade não existem apenas líderes de diferentes correntes políticas, existem partidos de diferentes tendências, também existem ONGs, sindicatos, sociedade civil, estamos todos a trabalhar em equipa, liderados pelo presidente Guaidó, para alcançar a liberdade e a democracia na Venezuela”.

“Maduro continua no poder graças às ações de grupos criminosos e grupos terroristas, alguns deles de origem internacional”, concluiu López.

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