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Venezuela: Maduro aceita ajuda do FBI na investigação à tentativa de assassinato

O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, anunciou que permitirá que agentes do FBI ajudem na investigação da recente tentativa de assassinato de que terá sido alvo.

“Se o Governo dos EUA oferecesse e ratificasse a oferta de cooperação do FBI, para investigar as ligações (de radicais venezuelanos) na Florida com o plano de assassinato e o atentado terrorista, eu aceitaria”, disse Maduro durante um encontro com militares.

Após o ataque, Maduro culpou “células terroristas” na Flórida liderada por um homem chamado Osman Delgado Tabosky.

O anúncio de Maduro surgiu vários dias depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, ter revelado que o adido de negócios dos EUA em Caracas, James Story, anunciou que o governo estava disposto a “cooperar” na investigação do assassinato fracassado.

Na passada sexta-feira, a Venezuela pediu à Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) que prenda um deputado da oposição exilado na Colômbia e acusado de envolvimento na suposta tentativa de assassinato de Maduro.

Recorde-se que a 4 de agosto, duas explosões, que as autoridades venezuelanas dizem terem sido provocadas por dois drones, obrigaram Maduro a abandonar subitamente uma cerimónia de celebração do 81.º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

O Governo venezuelano acusou a oposição de estar envolvida no atentado, em conjunto com opositores radicados no estrangeiro, na Colômbia e nos EUA. Maduro e sua esposa, assim como altos funcionários do governo, escaparam ilesos da suposta tentativa de assassinato.

Até agora, a polícia venezuelana prendeu 10 suspeitos e 15 são procurados, acusados de envolvimento com o apoio da Colômbia e de figuras não identificadas nos EUA. Tanto os EUA quanto a Colômbia negaram a acusação.

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