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Venezuela: Maduro anuncia golpe ‘fascista’ frustrado

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou que as forças de segurança frustraram um plano para assassiná-lo e instalar um ex-ministro da Defesa como primeiro-ministro. Maduro indicou que o plano “fascista” envolveu o líder da oposição, Juan Guaidó, apoiado pelos EUA, Colômbia e Chile.

Guaidó negou a acusação, dizendo que a imprensa “perdeu a conta” a quantas acusações já foram feitas.

O ministro das Comunicações, Jorge Rodriguez, indicou que o suposto golpe foi desmantelado por informadores dentro do grupo. “Estivemos em todas as reuniões para planear o golpe … Estivemos em todas as conferências”, revelou.

Segundo Rodriguez, mais de duas dúzias de pessoas – incluindo oficiais militares ativos e aposentados – estavam envolvidas.

O suposto complot consistiria em planos para tomar três bases militares importantes e matar o presidente, sua esposa e vários altos funcionários do governo e do Partido Socialista. Rodriguez disse que os conspiradores também pretendiam tirar o ex-ministro da Defesa Raul Baduel da prisão e proclamar seu presidente.

Baduel emergiu como um proeminente líder da oposição em 2007, depois de fazer parte do governo do presidente Hugo Chávez. O ex-ministro ganhou atenção internacional em 2009, quando foi detido por acusações históricas de corrupção, todas as quais ele negou.

Sem se referir diretamente à acusação, o ministro colombiano, Carlos Holmes Trujillo, disse que o seu país “continuará a atuar através de meios políticos e diplomáticos” na Venezuela.

Cerca de quatro milhões de pessoas fugiram da Venezuela desde 2015, de acordo com a ONU, devido a uma grave crise económica que resultou em desemprego elevado e escassez crónica de alimentos e medicamentos.

Guaidó, líder da Assembleia Nacional do país, declarou-se presidente interino em janeiro e tem o apoio de mais de 50 países, incluindo os EUA e a maior parte da América Latina.

Por seu lado, Nicolás Maduro mantém a lealdade da maioria dos importantes aliados militares, como a China e a Rússia.

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