América Latina

Venezuela: Maduro considerará a invocação do TIAR um “ato hostil”

Nicolás Maduro alertou no sábado que considerará como um “ato hostil” a invocação do Tratado do Rio, TIAR, após a Assembleia Nacional ter aprovado nesta semana a reintegração do país no pato de defesa mútua.

“Qualquer intenção de aplicar o TIAR dentro da Venezuela deve ser considerada, de acordo com a Constituição, como um ato hostil à soberania nacional e uma agressão contra o território, o povo, a paz e o direito internacional”, disse Maduro durante uma audiência com militares em Fuerte Tiuna, Caracas.

Juan Guadió, presidente interino da Venezuela, pediu para aprovar com urgência e sem modificações essa medida que já tinha sido discutida em plenário no mês passado.

O TIAR, que contempla a cooperação militar estrangeira, “não é mágica”, advertiu Guaidó na terça-feira, entre os aplausos do milhar de simpatizantes que se reuniram na praça Alfredo Sadel.

Maduro apelidou essa decisão do Parlamento de “palhaçada”, enquanto acusava os opositores de fazer “política extremista para as minorias”.

“Eles acreditam que estão comendo isso”, disse ele antes de elogiar a decisão do Supremo Tribunal, que anulou a medida do Parlamento e colocou “as coisas no seu lugar”, disse, alertando que o serviço de inteligência está pronto para prender “delinquentes que pretendem que a Venezuela seja invadida”.

“Temos razão, temos justiça e temos força”, acrescentou.

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