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Venezuela: Maduro dá 72 horas para que a Embaixadora da UE abandone o país

O Presidente da República, Nicolás Maduro, anunciou na segunda-feira que a embaixadora da União Europeia (UE) na Venezuela, Isabel Brilhante Pedrosa, tem um prazo de 72 horas para deixar o país, depois de o governo venezuelano rejeitar a interferência de a UE na política venezuelana.

«Dou à embaixadora da União Europeia 72 horas para deixar Caracas, para ir embora. Chega de supremacia colonialista. Já basta. Terá um avião emprestado para deixar o país. Se não nos ama, se não respeita a Venezuela, que se vá embora“, disse Maduro no Palácio Miraflores em Caracas.

Maduro explicou que as autoridades da UE reuniram na segunda-feira para analisar a situação na Venezuela e sancionar vários venezuelanos de instituições do país, incluindo a direção da Assembleia Nacional, presidida pelo opositor Luis Parra.

Acordaram numa resolução em que a supremacista União Europeia sancionou os venezuelanos, de instituições estatais que defendem a constituição, um grupo de generais, constituintes e a Assembleia Nacional da oposição, porque não se ajoelham diante de Donald Trump“, denunciou.

O governante também fez referência à situação com a embaixada espanhola, onde o fugitivo da justiça, Leopoldo López, está abrigado, e a sua participação no ataque paramilitar de 3 de maio, que teve como objetivo realizar um golpe.

O embaixador espanhol serviu como cúmplice do plano de me assassinar, de assassinar o alto comando político, militar e uma incursão armada para realizar um golpe“, denunciou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, denunciou anteriormente as ações intervencionistas da União Europeia (UE), sancionando o conselho de administração da Assembleia Nacional (AN) e outras autoridades venezuelanas, reiterando a sua política de agressão e perseguição contra a Venezuela.

A União Europeia repete a sua política intervencionista contra o diálogo e a paz na Venezuela. A sua herança colonial e reminiscências conduzem ao abismo da ilegalidade, agressão e perseguição dos nossos povos. A Venezuela reserva-se uma resposta devida e vigorosa“, escreveu o ministro na sua conta na rede social Twitter.

Maduro denunciou na segunda-feira que as sanções da União Europeia (UE) a funcionários públicos visam gerar medo e ameaçam representantes que decidem registar-se para participar das eleições parlamentares, que devem ser realizadas este ano como estabelece a Constituição.

Hoje a União Europeia emitiu uma resolução sancionando venezuelanos que, sendo parte de instituições estatais, respeitam a Constituição, sancionam a liderança da AN, porque se recusou a executar ordens da Embaixada da UE em Caracas” disse Maduro.

Preparem-se, cavalheiros colonialistas, supremacistas e racistas, porque na Venezuela haverá eleições parlamentares livres, transparentes e com a participação de milhares de candidatos“, concluiu.

A União Europeia impôs na segunda-feira sanções a 11 venezuelanos, incluindo o presidente da Assembleia Nacional (AN), Luis Parra.

A decisão, publicada no Jornal Oficial da UE, eleva o número de venezuelanos sancionados para 36, na opinião do bloco, por minarem a democracia, o Estado de Direito e os direitos humanos na Venezuela.

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