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Venezuela: Maduro diz que a UE “pede-nos o impossível, suspender as eleições”

O Presidente da Venezuela, Nicolàs Maduro, pediu à União Europeia (UE) que “pense melhor” sobre a sua posição relativamente às eleições venezuelanas. “Pedem-nos algo impossível, suspender as eleições legislativas obrigatórias, proponho à União Europeia que pense nisso, que melhoremos as nossas relações”.

Foi assim que Maduro respondeu à proposta da União Europeia que pede a suspensão das eleições legislativas de 6 de dezembro, alegando não poder enviar uma missão de observação ao país e exigindo mais condições eleitorais.

Numa videoconferência transmitida pelo canal estatal, Maduro pediu à União Europeia que “pense melhor” sobre o seu apoio às eleições legislativas de Dezembro.

O Presidente da República perguntou à UE “se vão continuar a seguir o guião derrotado e o fracasso de Trump contra a Venezuela, se vão continuar a ouvir apenas o setor extremista de uma minoria de direita na Venezuela, ou se vão ouvir um país inteiro que  têm uma diversidade de vozes?”.

Reunião do Grupo de Contato Internacional

O Grupo de Contato Internacional (ICG) realizou uma reunião ministerial virtual na quinta-feira com o objetivo de abordar a crise venezuelana. Após a reunião, o ICG emitiu uma declaração na qual concluiu que na Venezuela “não se cumprem as condições para um processo eleitoral transparente”.

Os membros do Grupo indicaram que a solução para a crise venezuelana passa por “eleições legislativas e presidenciais livres, credíveis, transparentes e justas”.

No final da reunião, Josep Borrell, Alto Representante da União Europeia (UE), utilizou a sua conta no Twitter para anunciar que o bloco continental não enviará missão de observação eleitoral à Venezuela se não houver mudanças nas condições e no calendário eleitoral.

“Realizar eleições livres e justas é fundamental. Somente mudanças importantes nas condições e no calendário poderiam permitir o envio de uma missão de observação eleitoral da UE”, disse o diplomata espanhol.

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