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Venezuela: O primeiro país a apoiar a sua moeda numa criptocorrência

A Venezuela ordenou, na segunda-feira, que os bancos adotassem a “unidade de conta” petro, a criptomoeda venezuelana com a qual o governo pretende contornar a falta de liquidez e sanções financeiras dos Estados Unidos.

Os bancos públicos e privados devem agora fornecer as suas informações em bolívares (a moeda nacional) e em petro, de acordo com uma resolução da Superintendência de Instituições Bancárias (Sudeban).

A medida faz parte de um “pacote de estímulo” lançado pelo presidente Nicolas Maduro, cujo país enfrenta uma grave crise económica há cinco anos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma inflação de 1.000.000% para 2018.

Após o lançamento em 20 de agosto de novas notas amputadas em cinco zeros, o programa de reformas do presidente Maduro considera a “ancoragem” da moeda a petro.

Esta é a primeira vez que um país coloca a sua moeda numa criptocorrência. Os preços e salários serão fixados nessas duas moedas.

Cada petro, segundo o líder socialista, equivale a cerca de 60 dólares, com base no preço do barril de petróleo venezuelano, ou 3.600 bolívares soberanos.

O economista Jean-Paul Leidenz acredita que esta medida deve enfrentar dois desafios: o financiamento do déficit (20% do PIB) e as restrições de financiamento para a Venezuela, consequência das sanções impostas pelos Estados Unidos.

O “pacote de estímulo” do presidente Maduro também prevê a multiplicação de 34 salários mínimos mensais a partir de 1º de setembro. Subirá para metade de um petro, ou 1.800 bolívares soberanos, contra o equivalente a 52 bolívares soberanos antes do aumento.

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