América Latina

Venezuela: “O sistema de saúde está à beira do colapso”, alerta porta-voz da ONU

O secretário-geral adjunto da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Assuntos Humanitários, Marck Lowcock, que fez uma visita à Venezuela para verificar a crise humanitária do país, alertou em comunicado oficial que “milhões de pessoas não conseguem ter acesso ao mínimo de alimentos, água e atendimento médico. A situação continua a deteriorar-se”.

“A grande maioria dos venezuelanos foi afetada pela crise política e económica naquela que foi a nação mais rica da América Latina. Uma enorme contração económica exacerbada pela hiperinflação causou uma situação difícil para as pessoas comuns em todo o país”.

Lowcock manteve reuniões com Delcy Rodríguez, vice-presidente da República e Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional. A agenda de trabalho incluiu uma reunião realizada na segunda-feira, 4 de novembro, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, com quem reviu o plano de assistência técnica humanitária do governo venezuelano.

Na sua declaração, Lowcock refere que “Eu observei que o sistema de saúde está à beira do colapso e que muitos hospitais carecem da infraestrutura básica de água e eletricidade. Pacientes hospitalizados, muitos dos quais já estão gravemente doentes, é-lhes dado alta com risco de perder a vida por causa das novas infecções que possam contrair no hospital, uma vez que não é possível realizar uma limpeza e desinfecção básicas, tudo isso é agravado pela falta de medicamentos e pela escassez de médicos e enfermeiros, as doenças evitáveis, como a malária e a difteria, voltaram com muita força. Pessoas com doenças crónicas, mulheres grávidas e amamentando, crianças e pessoas com deficiência estão entre as mais vulneráveis”, sublinhou o responsável.

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