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Venezuela: Presidente pede a Felipe VI que faça retificação histórica da colonização espanhola

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu na segunda-feira ao rei Felipe VI de Espanha uma retificação histórica e apelou a que peça desculpas pelos mais de 80 milhões de homens e mulheres indígenas que foram exterminados durante a colonização da América Latina e do Caribe.

“Peço ao rei Felipe VI que reflita e faça uma retificação histórica e peça desculpas aos mais de 80 milhões de homens e mulheres indígenas, que foram arrasados durante três séculos pelo colonialismo espanhol”, disse o chefe de Estado.

As declarações ocorreram no Dia da Resistência Indígena, ocasião em que o alto dignitário realizou um encontro virtual com a equipa promotora da Organização Mundial dos Povos Indígenas, do qual participaram representantes dos povos indígenas de Honduras, Nicarágua, entre outros países.

Na sua intervenção, o presidente também destacou “a beleza das nossas raízes indígenas” através de audiovisuais que refletiram os traços culturais e as tradições dos povos ancestrais do continente.

Maduro rejeita celebração do “Dia da Raça”

No seu discurso, o presidente venezuelano rejeitou a celebração do “Dia da Raça” ou “Encontro de Culturas” e garantiu que esta data resgata os 528 anos de resistência dos povos ancestrais, e a luta dos povos da América contra o colonialismo e o imperialismo.

“Não é dia da raça, não é dia hispânico, nem encontro de culturas, é dia da resistência da dignidade dos povos indígenas pelo direito à vida”, afirmou o presidente no encontro transmitido pela rede nacional na Venezuela.

Maduro anunciou também que uma importante autoestrada deixará de se chamar Francisco Fajardo, colonizador da zona central da Venezuela e adquirirá o nome de Cacique Guaicapuro, em homenagem ao líder indígena, conhecido como ” Chefe dos Chefes ”

“É uma ofensa aos nossos povos que uma autoestrada tenha o nome de um genocida. Decidi iniciar progressivamente um processo de descolonização e recuperação de todos os espaços públicos que têm nomes de conquistadores”, disse o presidente.

Por sua vez, ativistas e líderes dos povos indígenas da Venezuela condenaram o genocídio, o exílio e a expropriação que ainda persistem nas comunidades originárias sob bloqueios como o dos Estados Unidos contra a nação sul-americana.

Neste contexto, o presidente mencionou a Lei Anti-Bloqueio da Assembleia Nacional Constituinte como parte do espírito de independência, estabilidade e soberania que deve persistir no mundo na luta permanente contra o imperialismo.

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