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Bangladesh: Hortas flutuantes como forma de manter a agricultura apesar das alterações climáticas

As hortas flutuantes no Bangladesh, construídas para cultivar alimentos durante as temporadas de inundação, podem oferecer uma solução sustentável para outras partes do mundo que podem vir a estar sujeitas a inundações devido às alterações climáticas, concluiu um novo estudo.

O estudo, publicado no Journal of Agriculture, Food and Environment, sugere que as hortas flutuantes para além de ajudar a reduzir a insegurança alimentar, podem também fornecer rendimento às famílias rurais em zonas propensas a inundações.

As hortas flutuantes do Bangladesh começaram há centenas de anos. São feitas de plantas nativas que flutuam nos rios – tradicionalmente, jacintos de água – e funcionam quase como jangadas, subindo e descendo com as águas. Historicamente, eram usados ​​para continuar a cultivar alimentos durante as estações chuvosas, quando os rios ficavam cheios de água.

Os agricultores colocam as plantas em camadas com cerca de um metro de profundidade, criando uma versão de jardins que flutuam na água, depois plantam verduras dentro dessas jangadas. À medida que as jangadas se decompõem, elas libertam nutrientes que ajudam a alimentar as hortaliças. Essas plantas vegetais normalmente incluem quiabo, algumas cabaças, espinafre e berinjela. Às vezes, também incluem especiarias como açafrão e gengibre.

Os jardins flutuantes também são usados ​​em partes de Mianmar, Camboja e Índia. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação considerou os jardins flutuantes do Bangladesh um Sistema de Património Agrícola de importância mundial.

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