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Coronavírus: OMS preocupada com ameaças de nova onda de contaminação na China

Pequim assistiu ao aparecimento de mais de 100 novos casos no novo surto, 36 dos quais ligados ao maior mercado grossista da cidade, Xinfadi.

As origens da nova onda de infecções por coronavírus em Pequim estão a ser ativamente procuradas, disseram autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira, mas a suspeita de que poderia ter sido causada por importações ou embalagens de salmão não era a “principal suposição”.

Vários distritos da capital chinesa instalaram postos de controlo de segurança, encerraram escolas e ordenaram que as pessoas fossem testadas para o Coronavírus nesta segunda-feira, 15 de junho, após um aumento inesperado de casos relacionados ao maior mercado retalhista de alimentos da Ásia.

Segundo jornais estatais, o vírus foi descoberto em tábuas de corte usadas para salmão importado no mercado de Xinfadi, em Pequim.

As autoridades médicas ainda não partilharam as sequências genéticas da estirpe do vírus, mas dizem que estão relacionadas com o que circula na Europa.

Na conferência de imprensa de balanço da Covid-19, em Genebra, na Suíça, a OMS disse estar a seguir “de muito perto” a evolução deste surto, considerado “preocupante” e “significativo” não só pelo número de infetados, mas também por Pequim se tratar de uma cidade “grande, dinâmica e com muitas ligações”.

“Como vimos em muitos países, o surgimento de novos surtos é sempre uma preocupação. Mas o que queremos ver é uma resposta imediata e um conjunto abrangente de medidas”, afirmou o diretor do programa de emergências sanitárias, Mike Ryan.

Entretanto o mercado de Xinfadi foi encerrado e todos os que tenham ligações àquela área estão obrigados a cumprir 14 dias de quarentena.

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