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Estado Islâmico executou ministro das finanças e desertores holandeses

O Estado Islâmico (EI) executou, em Mosul, o seu ministro das finanças, acusado de “traição”, e oito combatentes de origem holandesa, por deserção.

De acordo com o site curdo “Rudaw”, o EI executou no toal 24 pessoas incluindo Ahmed Abdulsalam al-Obeidi, que geria as finanças do ‘califado islâmico’ a partir de Mosul.

Segundo Saeed Mamuzni, membro do Partido Democrático do Curdistão (PDK), além de Obeidi, 11 líderes islâmicos regionais, incluindo um juiz do tribunal de Sharia, foram feitos prisioneiros na semana passada em Mosul, acusados de traição, sob ordem de Abu Bakr al-Baghdadi.

Um outro relatório divulgado pele Rudaw, sob a designação: “Raqqa está a ser silenciosamente abatida” (RBSS) revela que o EI também executou 8 soldados de origem holandesa, em Maadan, Raqqa, por tentativa de deserção e motim.

A pressão a que as estruturas do EI têm estado sujeita nos últimos meses em resultado dos ataques das forças internacionais tem vindo a aumentar a tensão em Raqqa. .

Desentendimentos entre um grupo de 75 militantes – entre eles soldados de origem holandesa e marroquina – levaram a que 3 militares holandeses fossem detidos por membros iraquianos do Estado Islâmico que agrediram um deles até à morte. Uma tentativa de melhorar as relações falhou com a morte de um intermediário, levando à prisão e agora à execução de oito membros holandeses.

Ainda segundo outra agência de notícias curda, o Estado Islâmico executou um tunisino e dois argelinos na segunda-feira acusados de corrupção na cidade al-Mayadeen na província Deir ez-Zor.

Os três homens eram membros das forças policiais islâmicas e depois de baleados foram crucificados, segundo contou um ativista à agência “ARA News”.

O Estado Islâmico tem aprisionado e executado inúmeros dos seus membros sob acusações de traição e tentativas de deserção.

No ano passado, o principal banco de Mosul foi destruído na sequência de um ataque aéreo dos EUA, o que levou a que o Estado Islâmico reduzisse os salários dos seus membros para metade.

A coligação liderada pelos EUA contra o EI, afirma que o território do grupo islamita diminuiu 40% no Iraque e 20% na Síria, no ano passado.

O Estado Islâmico perdeu ainda Ramdi em Anbar depois de uma ofensiva do Iraque apoiadas pelo ataque aéreo dos EUA.

O anterior ministro das finanças do Estado Islâmico em Mosul, Abu Salah, foi morto num ataque aéreo da coligação, em dezembro.

 

 

 

 

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