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Estado Islâmico reivindica atentados que fizeram pelo menos 320 mortos no Sri Lanka

O grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS) reivindicou a responsabilidade pelos ataques a bomba contra igrejas e hotéis no Sri Lanka que mataram pelo menos 321 pessoas no domingo de Páscoa, mas não forneceram provas.

Num comunicado publicado pela sua agência de notícias Aamaq, o grupo relata que “Os autores do ataque que teve como alvo cidadãos dos países das coligações e cristãos no Sri Lanka, antes de ontem, são combatentes do Estado Islâmico”, segundo uma tradução da Associated Press.

A notícia foi divulgada esta terça-feira, quando o ministro da Defesa do Sri Lanka, Ruwan Wijewardene, disse que os ataques foram em retaliação ao ataque terrorista do mês passado contra os muçulmanos em Christchurch, Nova Zelândia, no qual 50 pessoas foram mortas. Wijewardene não adiantou de imediato nenhuma prova.

“As investigações preliminares revelaram que o que aconteceu no Sri Lanka foi uma retaliação pelo ataque contra os muçulmanos em Christchurch”, disse o governante ao Parlamento do Sri Lanka.

Mais tarde, nesta terça-feira, o primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, alertou para que mais explosivos estavam “lá fora”, reconhecendo que os seus serviços de segurança não conseguiram agir num aviso prévio de que um ataque terrorista estava a ser planeado e que irão ocorrer demissões como resultado. Wickremesinghe indicou que um ataque a uma quarta igreja tinha sido abortado.

Inicialmente o Sri Lanka tinha culpado um grupo extremista islâmico local chamado National Thowheeth Jama’ath pelo ataque, mas as autoridades revelaram ter recebido ajuda de uma organização terrorista internacional, de acordo com o New York Times.

O Sri Lanka implementou uma “lei de emergência” que dá poderes à polícia para deter suspeitos sem mandato, e 40 pessoas foram presas em conexão com os ataques.

O ISIS perdeu todo o território que já teve no Iraque e na Síria depois de uma ofensiva das forças da oposição síria em março, mas especialistas em terror alertam que ainda é uma ameaça.

“É muito provável que o ISIS continue a perseguir ataques externos contra adversários regionais e ocidentais”, advertiu o diretor de inteligência nacional dos EUA, Dan Coats, num relatório de janeiro.

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