Ásia | Economia

Governo japonês abre investigação à Mitsubishi por manipulação de dados

A Mitsubishi admitiu esta quarta-feira ter manipulado os testes de emissões poluentes em cerca de 600 mil carros.

Segundo a emissora pública japonesa NHK, funcionários do ministério visitaram o centro técnico de Okazaki para realizar uma primeira inspeção.

O canal também informou que a administração fixou até ao próximo dia 27 o prazo para que a empresa apresente um relatório sobre a manipulação de dados, cujo verdadeiro alcance ainda se desconhece.

A Mitsubishi Motors admitiu que os seus funcionários modificaram a pressão de ar dos pneus durante os testes para avaliar o consumo de quatro modelos de míni-veículos (carros com motores de menos de 660 centímetros cúbicos), dos quais se venderam cerca de 625 mil unidades no Japão.

Como resultado, estes veículos (a maioria, 468 mil, foram comercializados pela também japonesa Nissan Motor) foram vendidos com a falsa garantia de que o seu consumo era entre 5 a 10 por cento mais eficiente do que era na realidade.

Foi também pedido a outras empresas do setor relatórios sobre os métodos utilizados nos testes de eficiência, perante a possibilidade de existirem mais irregularidades e fraudes.

O caso contribui para piorar a reputação do setor, após o escândalo de manipulação de emissões da Volkswagen, que incluiu um ‘software’ em 11 milhões de veículos diesel para manipular os dados dos testes das emissões de gases poluentes.

 

 

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