Índia evacua vilas fronteiriças depois de atacar rebeldes no Paquistão

A Índia evacuou mais de 10.000 habitantes de vilas fronteiriças com receio de uma escalada militar depois das suas forças especiais terem lançado uma operação contra rebeldes suspeitos no Paquistão.

O governo do primeiro-ministro, Narendra Modi, ordenou às forças de segurança federais e do Estado que aumentem a vigilância ao longo da fronteira.

A evacuação foi iniciada depois de a Índia ter lançado ataques no Paquistão contra rebeldes suspeitos de estarem a planear ataques no país de Modi.

O anúncio, pouco habitual, de quinta-feira em que a Índia qualificou de “ataques cirúrgicos” levantou a possibilidade de uma escalada militar entre os dois países rivais, que poderiam quebrar o cessar-fogo de 2003 em Caxemira.

No Paquistão, a versão indiana dos acontecimentos foi recebida com ceticismo, com canais de notícias de televisão e jornais relatando que tais ataques cirúrgicos não ocorreram.

Na sequência dos acontecimentos recentes, centenas de habitantes de vilas indianas foram evacuados ao longo de 15 kms que fazem fronteira na região da planície de Jammu, perto da Linha de Controlo, a norte das montanhas de Caxemira.

Nirmal Singh, ministro-chefe adjunto do Estado de Jammu e Caxemira, referiu: “a nossa prioridade máxima é mover as mulheres e as crianças para edifícios do governo, casas de hóspedes e salas de banquetes”.

“As pessoas que não ficaram aptas para migrar foram instruídas para não sair de casa cedo pela manhã ou tarde à noite”, acrescentou.

Na altura de um ataque a uma base militar indiana a 18 de setembro em Caxemira, que matou 19 soldados, foi feita pressão sob o governo de Mori para retaliar, uma vez que a Índia atribuiu o ataque a infiltrados que atravessaram a fronteira por território paquistanês.

Um dos líderes do partido nacionalista de Modi declarou-se satisfeito com a resposta multifacetada ao ataque à base indiana.

O governo de Modi tem lutado para conter os protestos nas ruas de Caxemira onde mais de 80 cidadãos foram mortos e milhares foram feridos nas últimas dez semanas depois de um jovem militante separatista ter sido morto pelas forças indianas.

 

 

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