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India: Polícia abate dois rebeldes maoístas

A polícia indiana confirmou nesta sexta-feira ter abatido mais dois maoístas numa parte remota do oriente da India, dias depois das forças de segurança terem executado uma emboscada num acampamento rebelde na mesma área.

A polícia diz ter agido depois de ter encontrado dois rebeldes suspeitos durante uma operação de busca na floresta onde foram mortas 28 pessoas na passada segunda-feira, o ataque mais mortífero contra os insurgentes dos últimos anos.

“Tem sido feita uma operação de busca contínua depois do tiroteio de segunda-feira”, referiu o subinspetor, C.K. Dharua, à AFP via telefone do estado de Odisha onde ocorreu o incidente.

“Durante a busca de ontem à noite, as forças encontraram dois maoístas e tiveram de reagir”.

Os rebeldes maoístas da India operam em pelo menos 20 estados indianos e dizem estar a combater as autoridades por território, emprego e outros direitos para os grupos tribais pobres.

A longa onda de insurgência já custou milhares de vidas e foi descrita pelo antigo primeiro-ministro, Manmohan Singh, como a maior ameaça à segurança interna da India.

Na passada segunda-feira, a polícia indiana diz ter emboscado uma reunião de rebeldes maoístas num acampamento florestal perto da fronteira entre os estados de Odisha e Andhra Pradesh, desencadeando um tiroteio que matou 24 pessoas, sete das quais eram mulheres. Outros 4 corpos foram descobertos no mesmo local na passada quarta-feira.

Alguns ativistas levantaram algumas dúvidas em relação aos relatórios da polícia, apontando para elevado número de mortes do lado rebelde.

O site do Portal do Terrorismo do Sul da Ásia, referiu que o número de vítimas maoístas foi o maior num só incidente nos últimos anos.

Os insurgentes maoístas da Índia são mais ativos nas áreas florestais e mais ricas em recursos: Chhattisgarh, Odisha, Bihar, Jharkhand e Andhra Pradesh.

Os críticos do governo dizem que as tentativas para pôr fim à revolta através da violência estão condenadas a falhar e que a solução passa por uma governação mais inclusiva.

 

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