Ásia

Indonésia: Amnistiada mulher condenada por gravação de assédio

O parlamento da Indonésia aprovou por unanimidade uma amnistia para uma mulher que foi presa por documentar assédio sexual do seu diretor.

Baiq Nuril Maknun, de 37 anos, que trabalhava numa escola na ilha de Lombok, gravou uma conversa telefónica com o diretor, a quem acusou de fazer repetidos avanços sexuais indesejados. Um colega usou o áudio para apresentar uma queixa oficial contra o homem.

O Supremo Tribunal de Jacarta condenou Maknun por registar e divulgar material indecente de acordo com a lei eletrónica de transações e informações do país.

Maknun foi condenada a seis meses de prisão e multada em 500 milhões de rupias depois de anular uma absolvição de 2017 de um tribunal inferior.

O caso atraiu a atenção internacional, com a promessa de grupos em apoiar a luta de Maknun por justiça.

O presidente, Joko Widodo, recomendou a amnistia depois de Maknun ter esgotado todas as outras vias legais.

Na quarta-feira, os deputados aplaudiram quando o indulto de Maknun foi anunciado.

O caso renovou o foco no tratamento de mulheres na Indonésia, um país conservador que tolera o casamento infantil, tem altos níveis de violência contra mulheres e impõe testes de virgindade a mulheres que se quiserem alistar no exército ou polícia.

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